O dia das coincidências felizes

November 2nd, 2008

Bem, o fato de acordar às 08 horas em pleno domingo, sem auxílio do despertador, telefone tocando ou algum desavisado apertando o botão errado do interfone me deixou com a expectativa de um dia bom.

Lembrei-me de Felipe Massa. Já estava grogue com a forçação de barra da Rede Globo. Pôxa, o cara tem que vencer e torcer para que o genial Hamilton não chegue em quinto lugar? Bah… Mas, enfim, o dia alegre até que me deixou esperançoso. Felipe será campeão.

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Fazendo companhia até a rodoviária de Brasília à minha digníssima, que viajaria hoje para o interior de Goiás, resolvemos almoçar no Conjunto Nacional. Um papilote na cabeça, quando já estávamos na praça de alimentação do shopping center, fez-me desconfiar que fui descoberto em meio a multidão. De fato: surpreso, pude ver um amigo que não via mais de ano. Veja só a coincidência: o cara, servidor do IBAMA, sai do Tocantins, vem a Brasília fazer curso e, em meio a multidão, a gente se encontra.

Pois bem. Conversa vai, conversa vem e, na mesa a nossa frente, três rapazes espadaúdos se sentam. E daí eu imagino que conheço um deles. Tento nos arquivos recônditos de minha falha memória e - tchan - uma foto do orkut aparece. É o Edkallen, meu amigo acreano. Só pode.

Tirada a prova dos nove, sim era ele. Estava - vejam só - fazendo um curso aqui em Brasília oferecido por sua renomada instituição.  Disse-me que achava que eu fosse maior, e tal. Foi gentil: poderia dizer que nunca, na história desse país, viu um rapaz abaixo dos trinta anos com uma saliência abdominal tão grande. Essa é a vantagem do orkut e do photoshop, amigos. ;)

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O blog entrará em recesso - um longo período de hibernação. Talvez até volto com outro projeto, destinando esse espaço para um site e movendo o blog para um outro lugar. Já o motivo da pausa é nobre: devo finalizar a pós-graduação antes que ele acabe comigo. Como legítimo brasileiro, andei brincando com os prazos e me dei mal. E papai quer ter um doutor o quanto na antes na familia…

Se esse espaço estava tão subutilizado, tão meia-boca, o tempo que sobrará para a internet será insuficiente para alimentá-lo de pequenas bobagens. Se houver tempo, desempenharei a nobre função de comentarista em blog alheio.

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E Felipe não foi campeão - por um beiço de pulga. Mas isso já era esperado, não?

Pif paf

October 23rd, 2008

Duas historinhas abaixo.

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O DFTV, jornal local da TV Globo de Brasília apresentado pelo Sr. Alexandre Garcia (antes lustrador das botas milicas, hoje ferrenho defensor das liberdades cidadãs) e Srta. Fernanda de Bretanha (que diariamente briga com o teleprompter, engasgando uma frase aqui outra acolá), flagrou um policial estacionado em vagas para deficientes em maio desse ano.

Pouco mais de dois meses depois, um carro da mesma emissora foi fotografado no Aeroporto de Brasília. Onde? Na vaga exclusiva para viatura policial.

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Comemorou-se por aqui a queda na taxa de acidentes de trânsito. Várias reportagens elogiaram esse pacto da vida estabelecido pela tal “Lei Seca”. Em uma ou outra reportagem, a emissora exibia, com visível satisfação, os fiscais do DETRAN-DF enquadrando motoristas que mal se sustentavam sobre duas pernas. Os dois paladinos da moralidade regozijaram. Até que…

Bem, Bretanha, essa semana, foi pega dirigindo alcoolizada.  A jornalista está afastada como âncora do telejornal até que os brasilienses esqueçam do fato. Certo.

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Li por aí que seria hipocrisia criticar a apresentadora: os jornalistas não estão acima dos erros que nós, humildes mortais, cometemos. Uélll, eu achava o contrário, mas tudo bem… O problema não é pisar na bola. O problema está em estabelecer padrões morais rígidos e, em sequência, ser enquadrado pelo próprio julgamento. Isso sim é hipocrisia.

Persistência

October 16th, 2008

Mil cairão ao teu lado, e dez mil à tua direita; mas tu não serás atingido (Ricardo Teixeira, onipotente).

Pai! Afasta de nós esse cálice (Povo Brasileiro, não entendendo porque esse homem não desiste nunca).

Três rapidinhas vejáticas

October 14th, 2008

[n. 2082, 15.out.2008]

# Contrariando os parvos que não gostam de democracia, as últimas eleições demonstraram, sim, que o povo sabe votar. Essa é a conclusão de Veja. Exemplos, segundo o semanário, não faltam: Richa, eleito em Curitiba; Kassab, em Sao Paulo, e Gabeira, no Rio, liderando as pesquisas de intenção de voto para o segundo turno. Então fica assim: quando o povo preferir candidatos que se encaixem no menu vejático, o  grau de inteligência cívica é 10. Sobra espaço para contradição, claro: Lula, com recorde de popularidade, NÃO é exemplo dessa mesma inteligência. Terapeuta, já!

# Lá no miolo da revista,  o semanário informa-nos que candidatos enrolados com a justiça foram eleitos. Dentre eles, João Mendes (PRB) e Carminha Jerominho (PTdoB), eleitos vereadores no… Rio de Janeiro, onde o povo alcançou grau máximo de refinamento eleitoral.

# Na seção de bobagens-escritas-sobre-educação dessa semana, a revista diz que “pesquisas (sic!) mostram que escolas no mundo todo falham nessa missão básica,  de recrutar profissionais de alto nível, basicamente por não fazer da sala de aula um ambiente desafiador. Entenda-se por isso estabelecer e cobrar metas, distinguir os professores segundo sua capacidade de ajudar os alunos a avançar e lhes descortinar horizontes na carreira“. Façamos um teste, então. A Editora Abril diminuirá os dígitos dos salários de seus editores, repórteres e demais funcionários em torno da média do que ganham os professores brasileiros. Paralelamente, estabelecerá e cobrará metas, rigidamente. Prá lá irão os melhores profissionais, claro. Idéia… estúpida.

Acréscimo 01: nas páginas culturais, uma pequena reportagem sobre Dexter, uma das minhas séries prediletas, com comentário elogiador ao excelente Michael C. Hall, ator que interpreta o protagonista.

Acréscimo 02: que fique bem claro: eu gasto meu suado dinheirinho comprando essa revistinha.

Fogo amigo?

September 29th, 2008

Não deixa de ser curioso o insucesso da proposta de intervenção na economia de Mr. Bush, planejando injetar bilhões de dólares no bolso dos banqueiros de Wall Street. O plano genioso do “Cérebro” murchou porque os congressistas republicanos votaram, em maioria, contra a proposta. O caubói texano, embora pertencendo ao grupo que defende o estado mínimo, entendeu rapidinho (ao contrário dos demais correligionários no legislativo) a máxima do grande filósofo brasileiro, Mestre Edu:  pimenta neoliberal no cu dos outros é refresco.

Abaixo a campanha “Proteja a Amazônia”

September 26th, 2008

250908-claudia-ohana Tão dizendo por aí que a Claudia Ohana, famosa pelo excesso capilar em áreas não alcançadas pela radiação solar, voltará as páginas centrais de uma revista destinada ao público intelectual (cóf, cóf).

As torcidas do Flamengo, Corínthians, Juventus, São Cristóvão, Barueri e demais 556 clubes nacionais rezarão, em conjunto, para que a Gillette patrocine a sessão de fotos. E ofereça um prêmio extra em dinheiro como incentivo a saudáveis mudanças no visual da selvagem moçoila.

Porque, afinal de contas, ninguém quer ver aquele espetáculo de novo.

Merchan

September 25th, 2008

# Gostei do Chrome. Pra quem não liga muito pra diversidade de addons do Firefox – quer mesmo é um navegador simples, clean e rápido, melhor opção não há. É a hegemonia googleana dando as cartas.

# Descobri as facilidades do Writer. Sacanagem, agora: decidir entre o novíssimo painel do wordpress e esse prático editor de blogs.

# Tá certo que quando a gente paga por serviços prestados, a gentileza está, necessariamente, incluída no pacote. Mesmo assim, fico muito satisfeito em poder contar com a hospedagem na Pre-Lude, exatamente por conta da assistência técnica. Agilidade, eficiência e fineza top top.

# Deixei meu telefone uma vez no site da Fiat (queria o Punto, mas acho que vou sair de Palio mesmo…). Bastou isso para me lembrarem de todas as promoções em curso nas concessionárias do DF. Se bem que, nesse caso, fico pensando se a assistência técnica seria tão prestativa quanto…

A dor da liderança

September 24th, 2008

É como se uma força invisível dissesse assim:

“Façamos dois grupos. Grupo A, aqui, nesse quadrado, torçam para que o chefe seja um empreendedor e assuma os riscos pelas decisões tomadas. Cuidem para que ele não seja um bundão, hesitante nisso e naquilo outro. Grupo B, desse lado, fiscalizem o líder para que ele cumpra apenas o papel de representar o grupo, e nada mais que isso. Vigiem-no para que não delibere sequer sobre uma caixa de fósforo sozinho.”

E daí você passa a ser odiado tanto pelos gregos quanto pelos troianos.

Mamma Mia, o filme

September 22nd, 2008

Pra assegurar minha fama de “homem tardio”: depois de mais de três semanas em cartaz, apenas ontem  assisti “Mamma Mia”.

A sala de exibição estava com 40, 50% de sua capacidade de lotação preenchida. É, estava vazia. Levemos em consideração, porém, que o filme já está cumprindo seu ciclo de exibição e, também, que o horário (14h20) não é o mais procurado na grade horária dominical dos cinemas. :)

O filme é bom.  Certo, quem gosta de Abba não pode ter uma visão diferente. Mas mesmo os pontos criticados por quem já havia visto o filme se mostram irrelevantes em função do conjunto da obra (ui…).

For example: a habilidade cantante de Brosnan, um pouco pior que a minha, celebra o componente patético que toda comédia não pode ignorar.

Mesmo Amanda Seyfried, pitéuzinho de Big Love, criticada pela falta de competência em alguma sequencias dramáticas, me pareceu bastante convincente durante toda a película.

No mais? Meryl Streep está muito boa. A sintonia entre o personagem de Streep e suas amigas interpretadas por Christine Baranski e Julie Walters garante umas boas risadas.

Aliás, é isso. O filme, despretensioso, cumpre o que esperamos de um filme de entretenimento. Ficam decepcionados apenas aqueles que querem extrair significados metafísicos de obras que não se propõem a isso.

Projeto Computador Portátil para Professores

September 21st, 2008

Ainda no início de julho, com toda pompa (des)necessária, foi divulgado o projeto “Computador Portátil para Professores”. O cronograma do programa era arrojado: em pouco mais de um mês seriam oferecidas as primeiras máquinas. Ao sabor da propaganda, o problema da inclusão digital (sic) dos docentes brasileiros seria resolvido com milhares de laptops, financiados a módicos juros.

O anúncio do projeto repercutiu em centenas de blogs e sites. Eu mesmo escrevi aqui, positivamente. Quase três meses depois, o ruído se foi. Ninguém fala mais nisso. Aquele barulhão, apontando para a celeridade e seriedade do processo, sumiu. Ficou apenas o sussurro de recados deixados no site oficial do programa - sem nenhuma possibilidade de informar um cronograma qualquer. Não há, ainda, bancos conveniados para os financiamentos nem fabricantes de notebook cadastrados.

A propósito das iniciativas de inclusão digital, o staff desse atual governo já apresentava um revés, simbolizado pela falência natimorta do projeto UCA (Um computador por aluno), que demonstrou ser muito caro para tão pouco resultado a curto prazo (que é o que vale para políticos, sabemos há tempos).

Em suma: quem, como eu, desistiu de comprar laptop em julho em função dessa benesse do Grande Guia, pode não ter feito uma escolha muito sensata. Resta saber se, agora, o mais prudente é esperar - já que quem espera três meses pode muito bem esperar mais três - ou mandar essa politicalha para o espaço e, em doze alegres parcelas, aumentar a dependência da parafernália tecnológica, mais e mais indispensável hoje em dia.